Viajo por tempos remotos da minha escuridão, lá não encontro nada mais para tirar proveito. Evoluo nas esferas humanas mas as desilusões me alcançam na corrida do tempo para o fim. Vejo um futuro sombrio e terrivelmente intrigante. Não tenho sonhos será que parei no espaço eterno sem solução?
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
sábado, 20 de abril de 2013
HPB
Venho de uma jornada de mais de trinta dias em um hospital psiquiátrico, para desintoxicação do alcoolismo e cocaína, porém as pessoas que conviveram comigo este tempo, só faziam era andar de lá para cada e tomar chimarrão o tempo todo, não tinha outra atividade. ou dormiam o tempo todo como meu colega de quarto, que só acordava na hora das medicações ou das refeições. Este apoio serviu para que um dia chamasse minha esposa e pedisse para me tirar daquele lugar que eu estava sufocando e louco para beber, resultado sai no dia 28 de março de 2013, e no dia 29 lá estava eu enlouquecendo novamente, me permitindo e permitindo a outras entidades que sairão comigo, o uso do álcool e a droga favorita. Cheguei vender meu celular na primeira bucha de cocaína, na segunda tentei vender meus óculos, mas os traficantes não aceitarão, me deram a droga em troca de nada, acho que perceberão que meu estado estava totalmente alterado. Mas voltando ao hospital é claro que tínhamos nosso tratamento que era dosado três vezes ao dia, alguns ficavam sonolentos e sem nenhum tipo de reação outros, como eu passavam o tempo todo tomando chimarrão. Um dia tomaram tanto mate que o microondas onde esquentávamos a água parou de funcionar. Outros tentavam ficar acordados, não sei qual o motivo, tomando café com coca-cola, Diziam que era para ficar ligado, ai eu pergunto ligado no que? Numa destas noites ouve uma agitação no quarto de um dos pacientes, fui lá para ver o que estava acontecendo, descobri que ele tinha um celular e estava tentando juntar dinheiro e entrar em contato com alguém conhecido lá fora para comprar cocaína e crack, que seria entregue por moto-boy, questionei como era possível então me disseram que era simples, como nos presídios, eles faziam cordinhas com qualquer pedaço de pano até alcançar o pátio, que na noite não era vigiado, onde deveria ser entregue a encomenda. Não tenho dúvidas de que essas pessoas estavam ali, somente ocupando o lugar de alguém que realmente necessitava do tratamento. Não tive oportunidade nenhuma de criação de escrever algo ou ler algum livro que inclusive tinha levado, porque o tempo que passei lá dentro foi só para desintoxicar alguma coisa que havia dentro de mim. Sou uma pessoa que gosto de criar de me movimentar e ter liberdade para isso, mas como sou cumpridor de regras aos poucos acostumei a rotina. Depois da saída do dia 28, lá estava eu de volta no dia 04 de abril de mala e cuia para aí sim passar um curto período que me pareceu uma eternidade, com as preocupações de um tal de processo administrativo que até hoje não saiu ,para realmente fazer um tratamento decente, terapêutico e psicológico/psiquiátrico correto que é em uma dessas fazendas que fazem este tipo de trabalho, o tempo mínimo de permanência lá é de 9 meses, com acompanhamento médico e atividades diversas para minha cura interna. Estou em busca de minha cura pessoal uma busca infinita, onde eu possa ter a confiança das pessoas, principalmente de minha esposa que já está esgotada com tudo isso que a fiz sofrer e ainda estou fazendo, preciso sentir, que será uma coisa meio impossível que as pessoas não me olhem como se eu fosse o único doente na face dessa terra, que precisam sempre estar em alerta sobre a minha pessoa, acho que estes cuidados pertencem exclusivamente a mim e ninguém mais Tenho opções para fazer em minha vida. Acho que estou tomando uma decisão acertada de me tratar a longo prazo. Então eu pergunto, como fica minha esposa, desamparada a exmo jogada de lado sem ter os cuidados necessários, porque o pobre coitado tem que se tratar, tenho que pensar nisto também. Para mim vai ser simples, porque, vou ter todo o apoio necessário e ela como fica, alguém vai vir aqui na minha casa perguntar se ela necessita de alguma coisa de uma ajuda qualquer, isto também acho um pouco abusivo, dela ter que enfrentar esta barra toda sozinha, sem meu apoio sem cobertura financeira, sem qualquer tipo de cuidado. Espero do fundo de minha alma que eu me conscientize de tudo que fiz foi fazer as outras pessoas sofrerem e agora nesse momento estou pedindo perdão um perdão que acho que não mereço, porque fui muito displicente com todas as pessoas que conviveram comigo e tiveram algum envolvimento com minha doença incurável mas porém tratável. Espero do fundo de minha alma que esta mudança aconteça e que eu me torne a pessoa adequada a esta sociedade.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Ultimamente ando meio descrente de tudo e de todos. Com a aproximação do dia fatal não duvido das previsões de nossos ancestrais Maia. O mundo está se terminando pouco a pouco, dia-a-dia. Novo ciclo começa, máscaras irão cair e vão-se revelar nossos mais íntimos segredos. Acredito que viveremos em paz, sem conflitos de idéias, sem pisar em cima de ninguém, para termos uma evolução consciente e concreta.
sábado, 6 de outubro de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
Lei divina
Esperamos que a justiça divina nos acolha em determinadas situações em que passamos em nossas vidas, mas às vezes é muito difícil enfrentar nossas lutas e ver que muitos se dão bem na vida, sem esforço algum, sem dificuldade alguma, sem julgamento nenhum. Sempre se escorando nos ombros alheios. Perfeitos seres humanos, perfeitos? Parece que estão acima da Lei Divina.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Quem puxa sabe!
Quando as pessoas puxam, elas conseguem. Exatamente. Isto vem acontecendo a trinta e nove anos dentro de uma empresa estatal. Todo este tempo foram formando-se, como direi? algumas panelas, umas de pressão outras mais velhinhas que em termos deveria fazer comida boa, como diz a letra de uma música, mas acontece ao contrário, as velhas panelas só cozinham coisas podres não respeitando os diversos paladares de uma boa mesa. Não respeitam e tão pouco dão importância a quem vai engoli-los dia a após dia. Na minha humilde opinião, que no caso não tem valor algum, ficaria envergonhado de me sujeitar a trabalhar nestas condições que alguns, como posso dizer colegas, trabalham. Não dá nem para dizer que trabalham, talvez fazem de conta para ficar de bem com a diretoria ( coloquei a primeira letra minúscula, porque igual a minha opinião não tem valor nenhum ). Gostaria muito de descobrir qual a fórmula mágica que mantem algumas pessoas sempre por cima da carne seca mandando e desmandando. Entra governo, sai governo e todos sem exceção comem na mesma panela. Acho que elas são bem lavadinhas e ariadas com esfregão de aço para parecem novas e bem limpinhas. Os incompetentes recebem as glórias do poder. Por que? não sei... Quem puxa sabe! Talvez porque são marionetes? Movimentados arduamente por mãos manipuladoras e vorazes = adj. que devora, ou come com avidez: o lobo é um animal voraz. Que gasta ou arruína; destruidor, consumidor. Então fica aquela coisa que chega a dar nojo. Mais uma vez as melancias se ajeitaram em cima da carroça, sem recorrer a justiça, sem abrir processo administrativo, tudo através do famoso canetaço! E o carroceiro continua o mesmo, vendendo seu peixe podre.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Direitos e deveres
Temos nossos direitos e nossos deveres. No mundo de hoje se você cobrar seus direitos , você é tachado de explorador, mau caráter, desonesto e quer tirar vantagem de uma coisa que é de seu direito. Quando reclamamos nossos direitos, e ganhamos alguma coisa com isso perante a justiça, temos que tomar cuidado com as represálias e coisas que podem acontecer na sua vida, sem ter proteção nenhuma. Ou você muda de endereço, troca o número de seu telefone ou some do mapa, porque simplesmente existe os seus direitos e deveres. Cumprindo com seus deveres, quer dizer que você é uma pessoa idônea, honesta e um exemplo para a sociedade. Não podemos reclamar de nada, temos que ficar de bico calado para não aparecer no outro dia com a boca cheia de formigas. Aquela velha frase, você tem o direito de permanecer calado, pelo contrário tudo que você dizer poderá ser usado contra você no tribunal. Que coisa boa!
domingo, 25 de março de 2012
Imprevisto
Brota dentro do peito algo
um algo tão profundo
que me espanta
veio assim tão forte e dominador
que meus sentimentos reforçaram-se
Sinto meus pensamentos voarem
meus sentimentos soltarem
e meu corpo flutuar
Tudo mudou
o ar está mais puro
o verde mais verde
e as flores com perfume admirável
um algo tão profundo
que me espanta

veio assim tão forte e dominador
que meus sentimentos reforçaram-se
Sinto meus pensamentos voarem
meus sentimentos soltarem
e meu corpo flutuar
Tudo mudou
o ar está mais puro
o verde mais verde
e as flores com perfume admirável
Caminhos
Meu pensamento perdido na multidão
encontro uma perdida
ilusão
Corro ao vento macio
com o pensamento leve e sombrio
numa noite de frio
Determinado no andar
olhando o luar
macio como teu sonhar
Revolta-me saber que não
se pode mais comunicar
tudo aquilo que
se tem
para mostrar
No meio de tudo
surge uma luz
nas sombras vê-se uma cruz
e isto é o que me conduz
encontro uma perdida
ilusão

Corro ao vento macio
com o pensamento leve e sombrio
numa noite de frio
Determinado no andar
olhando o luar
macio como teu sonhar
Revolta-me saber que não
se pode mais comunicar
tudo aquilo que
se tem
para mostrar
No meio de tudo
surge uma luz
nas sombras vê-se uma cruz
e isto é o que me conduz
É sempre assim
Sempre que olho as pessoas de frente
vejo a alma que imagina o absurdo.
O desejo que se curva no alento
de sua sede normal
O ânimo animal devorador dos tempos
e o recomeço de uma era perdida.
A benção
vem de berço
as histórias
são feitas
no tempo
O mundo terminasse
devagar
e suplicante...
E nós pensantes
nos terminamos
todos os dias...
Sem súplica
sem perdão.
É sempre assim..
vejo a alma que imagina o absurdo.
O desejo que se curva no alento
de sua sede normal
O ânimo animal devorador dos tempos
e o recomeço de uma era perdida.
A bençãovem de berço
as histórias
são feitas
no tempo
O mundo terminasse
devagar
e suplicante...
E nós pensantes
nos terminamos
todos os dias...
Sem súplica
sem perdão.
É sempre assim..
Desejando sonhos
Muitas vezes as palavras estão contidas nas profundezas de nossos corações, são tantas informações que nos perdemos nos simples detalhes de uma grande amor. Em nossas vidas procuramos a perfeição, aquilo que nos agrada mais, para preencher um vazio que está nos dificultando no entendimento de nossos ideais. Perdemos tempo e não curtimos nossa estada aqui na Mãe Terra. Muitas vezes por alguma coisa a mais que geralmente não conseguimos alcançar. O pensamento vai longe em rumo ao infinito sem ter nada definido. As dúvidas, os medos a agonia toma conta de nosso ser, assim vamos levando a vida. Então vamos festejar a vida, homenagear nossos dons, brilhar no mais simples despertar de nossas ilusões. Comemorar nossa vinda e nossa disputa por um lugar ao sol. Criar novas expectativas de um mundo melhore agir para isso acontecer. Deixemos nossos temores para trás vencendo pouco a pouco os obstáculos que nos é imposto. Superar nossas dificuldades com paciência de quem joga o próprio jogo. Melhorar nosso estilo completando cada etapa. Construindo realidades e desejando sonhos que aos poucos se tornam verdades profundas em nossas almas.
Andar pela calçada
Se andar pela calçada a minha vida se torna um tanto quanto arriscada, mesmo andando direito em cima do meio fio corro o risco de sofrer algum desvio. Tanto faz tanto fez as pessoas que falam a língua mãe o português em todo caso usasse o portunhol ou o inglês now. Falo assim meio confuso porque a vida nos leva a isso. Quanto mais tentasse acertar mais a vantagem é de quem não corre atrás. Fica sossegado só esperando a vida passar e gastar seu lucro sem esforço. Tendo um bom papo, uma boa apresentação as portas abrem em um instante. Não lute. Viva como se a vida começasse e terminasse hoje.
domingo, 11 de março de 2012
Mobylette
Aprendi a andar de moto em uma Mobylette, não sei se o pessoal que lê os blogs por ai conhecem este tipo de moto, mas vou tentar explicar como é o tipo. A principio é uma bicicleta com motorzinho, no caso de faltar gasolina no meio do caminho, você pode usar os pedais, é claro que ela se torna mais pesada, mas vale o sacrifício até chegar em algum posto de gasolina. Também os pedais podem ser utilizados para lhe ajudar a subir uma lomba. Trabalhava em uma empresa e ao meio dia podia ir em casa para almoçar e o meu colega de trabalho me emprestava a tal máquina. Consegui atingir uma velocidade de 60 quilômetros horários. Até que esta época foi muito divertida, ouvindo aquele mesmo som continuo, sim porque a máquina só tinha acelerador e freio, há esqueci de dizer que tinha pedais.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Oração da serenidade
Concedei-me, Senhor, a SERENIDADE necessária para aceitar como são as coisas que não posso modificar; CORAGEM para modificar aquelas que posso e SABEDORIA para distinguir umas das outras.
Vivendo um dia de cada vez, desfrutando um momento de cada vez; aceitando que as dificuldades constituem o caminho da paz.
Aceitando, como ELE aceitou este mundo tal como é, e não como ELE queria que fosse, confiando que ELE acertará tudo contando que eu me entregue a sua vontade para que eu seja razoavelmente feliz nesta vida e supremamente feliz com ELE, eternamente na próxima.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Uma aventura em Florianópolis
Em 1983 já estava morando em Porto Alegre, depois de uma temporada de três anos em Osório cidade do litoral gaúcho, onde fiz muitas amizades.
Certo dia combinei com meus amigos para fazermos uma viagem de moto até a capital catarinense, Florianópolis. Para mim seria uma aventura e tanto sair de Porto Alegre e encontrar meus amigos em Osório e de lá partirmos em comboio até Floripa. Saí todo entusiasmado para grande aventura.
Chegando em Osório, uma surpresa, meus amigos haviam desistido da viagem, não lembro dos motivos, mas mesmo assim não desanimei. Parti solitário em rumo a Santa. Minha moto não era grande coisa, uma Yamaha l25 RT. A cada cem quilômetros percorridos tinha que parar para dar uma folga para o pequeno motorzinho e recuperar meu folego. Cheguei em Floripa às 3 horas da manhã. Achei um hotelzinho barato e lá dormi.
De manhã parti para uma praia chamada Jurerê. Deixei a moto embaixo de uma árvore, com a minha mochila e o capacete amarrado. Dei um mergulho e voltei para o Rio Grande do Sul.
Cansado e sem dinheiro, com pouca gasolina, consegui chegar em Torres, onde tentei vender meu capacete reserva para a Polícia Federal, logicamente os policiais não quiseram comprar, mas me indicaram um lugar onde talvez eu pudesse vender. Chegando lá era um posto de gasolina, onde tinha uma lancheria e uma borracharia, onde consegui vender o capacete.
Bom já tinha conseguido dinheiro para pelo menos encher o tanque da moto e comer alguma coisa.Entrei na lancheria, bem faceiro, estava lotada. O pessoal estava na hora do almoço, comendo aqueles pratões de comida com arroz, feijão, carne de panela, à la minuta.
Vasculhei meus bolsos e havia algumas moedas que dava para comprar pelo menos um ovo em conserva.
Sentei no último banco da lancheria e chamei o atendente. Ele veio e perguntou o que eu gostaria de comer e eu falei para ele num tom de voz bem baixinho, para as pessoas não ouvirem.
- Eu gostaria de um ovo em conserva.
O cara gritou para o outro atendente:
- Trás um ovo pro cara aqui dá ponta!
Todo o pessoal que estava almoçando olhou para o lado para ver quem era o pobre coitado que ia comer um ovo em conserva. Fingi que não era comigo.
Enfim, comi o tal ovo e abri meus dedos, saí fincado rumo a Capão Novo. Lá por perto de Arroio do Sal caiu o maior temporal, em consequência fiquei todo molhado. Nesse meio tempo senti uma enorme vontade de ir ao banheiro para fazer o número 1, então pensei: não vou parar esta merda para mijar, e fiz nas calças mesmo. Chegando na casa de minha irmã, fui bem recebido, mas o cheiro de urina estava insuportável.
Esta foi uma grande aventura. Sofrida, mas divertida para contar agora.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Pactos diabólicos
O sonho do Doutor Fausto: quem é que, pelo menos uma vez na vida, não sentiu a tentação maldita de possuir a juventude eterna, a beleza, o sucesso, mesmo à custa dum ajuste com o Demônio?
O pacto com o Diabo esteve muito em voga na Idade Média e o Fausto de Goethe deixou-nos dele a recordação clássica.
Esse pacto era concebido no sentido formal ( acordo direto com o Diabo) ou no sentido lato (acordo com feiticeiros): prática da magia negra, procuras não naturais, que propiciavam não poucos abusos.
É descrito das maneiras mais variadas. Mas comporta sempre:
1 - Uma preparação (regime de iguarias interditas, vida noturna, etc): 2. Uma invocação (ritual acompanhando o sacrifício de uma galinha negra e um bom fogo, indispensáveis); 3. Um conjunto muito complexo de fórmulas e blasfêmias; 4. A aparição do Diabo (que se deseja ardentemente não ser demasiado assustador!); 5. A assinatura de um pacto com sangue do braço esquerdo.
O todo é tão complicado que muitas vezes foi reduzido a pactos tácitos ou equivalentes.
A tradição reza que o signatário perde o seu duplo, quer dizer, que ao sol ele não voltava a ter sombra e que os espelhos não mais lhe refletiam a imagem. Em compensação, o signatário alcança a riqueza, a sedução irresistível, a juventude, a invisibilidade, o poder absoluto. Geralmente, isso não dura toda a vida, mas sim uns vinte anos, período de tempo que, aliás, o Diabo tenta abreviar. É verdade que muitas vezes os signatários enganam-no: as lendas populares abundam desses logros, os quais nos apresentam um Diabo não muito... mau!
Os pactos mais célebres são o de Fausto, já citado, e do prior de Ludun, Urbain Grandier, de que Biblioteca Nacional de Paris guardou o texto. Também em Paris, na Biblioteca do Arsenal, se encontra uma bela coleção de pentalfas e de selos diabólicos.
Fonte: O Ocultismo - Julien Tondriau
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
A lei de Zeca Pagodinho

Diz uma história que numa cidade apareceu um circo, e que entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico. Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuia o dom de eliminar angústias. Um dia, porém, um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor. O médico então, sem relutar, indicou o circo como lugar de cura de todos os males daquela natureza, de abrandamento de todas as dores da alma, de iluminação de todos os cantos escuros do nosso jeito perdido de ser. O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta, e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos, e sentenciou: " não posso procurar o circo... aí está o meu problema: eu sou o palhaço". Como professor, vejo que, às vezes, sou esse palhaço, alguém que trabalha para construir os outros e não vê resultado muito claro daquilo que faz. Tenho a impressão de que ensino no vazio ( e nesse sentimento) porque, depois de formados, meus ex-alunos parecem que se acostumam rapidamente com aquele mundo de iniquidades que combatíamos juntos. Parece que quando meus meninos(as) caem no mercado de trabalho, a única coisa que importa é quanto cada um vai lucrar, não importando quem vai pagar essa conta e nem se alguém vai ser lesado nesse processo. Aprenderam rindo mas não querem passar o riso à frente e nem se comovem com o choro alheio. Digo isso, até em tom de desabafo, porque vejo que cada dia mais meus alunos de gabam de desonestidades. OS QUE PASSAM OS OUTROS PARA TRÁS SÃO HERÓIS E OS QUE PROTESTAM SÃO OTÁRIOS, IDIOTAS OU EXCLUÍDOS, É UMA TOTAL INVERSÃO DOS VALORES. Vejo que alguns professores partilham das mesmas idéias, e as defendem em sala de aula e na sala de professores e se vangloriam disso. Essa idéia vem me assustando cada vez mais, desde que repreendi, numa conversa com alunos, o comportamento do cantor Zeca Pagodinho, no episódio da guerra das cervejas e quase todos disseram que o cantor estava certo, tontos foram os que confiaram nele. " O importante professor é que o cara embolsou mulhões". disse-me um outro: "daqui a pouco ninguém lembra mais, no Brasil é assim, e ele vai continuar sem o Zeca, só que um pouco mais rico", todos se entreolharam e riram, só eu, bobo que sou, fiquei sem graça. O pior é quando a gente se dá conta de que no Brasil é assim mesmo, o que vale é a lei de Gérson: "o importante é levar vantagem em tudo". ( Lei de Gérson... dá para rir...) A pergunta é: Sem trabalho produtivo é possível, usando a lógica, que todo mundo ganhe? Sem o trabalho honesto, para alguém ganhar é óbvio que alguém deverá perder. A lógica é guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado; é enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada; é fingir que a apostila está aberta na matéria dada, mas usá-la como apoio enquanto se joga forca, batalha naval ou jogo da velha; é cortar a fila do cinema ou da entrada do show; é dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo ou na conversa com quem leu; é marcar só o gabarito na prova em branco, copiado do vizinho alegando que fez as contas de cabeça; é comprar na feira uma dúzia de quinze laranjas; é bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba; é brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde; é arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas; é arrancar placas de trânsito e colocá-las de enfeite no quarto; é trocar o voto por empregos, pares de sapato ou cestas básicas; é fraudar propaganda política mostrando realizações que nunca foram feitas ( assim como costuma fazer a dupla sertaneja Lula e Duda ). Essa é a lógica da perpetuação da burrice. Quando um país perde, todo mundo perde. E não adianta pensar que logo bateremos no fundo do poço, porque o poço não tem fundo. Parafraseando Schopenhauer: "Não há nada tão desgraçado na vida da gente que ainda não possa ficar pior". Se os desonestos brasileiros voassem, nós nunca veríamos o sol. Felizmente há os descontentes, os lutadores, os sonhadores, os que querem manter o sol aceso, brilhando e no alto. A luz é, e sempre foi, a metáfora da inteligência. No entanto, de nada adianta o conhecimento sem o caráter. Qua nas escolas seja tão importante ensinar Literatura, Matemática ou História quanto decência, senso de coletividade, coleguismo e respeito por si e pelos outros. Acho que o mundo (e sobretudo, o Brasil) precisa mais de gente honesta do que dos pseudo literatos, historiadores ou matemáticos. Ou o Brasil encontra e defende esses valores e abomina Zecas, Gérsons, Dirceus, Dudas e todos os marketeiros que chamam desonestidades flagrantes de espertezas técnicas, ou o Brasil passa de país do futuro para país do só furo. De um Presidente da República espera-se mais do que choro e condecoração a garis honestos, espera-se honestidade em forma de trabalho e transparência. De professores espera-se mais que discurso de bons modos, espera-se que mereçam o salário que ganham ( pouco ou muito ) ministrando a honestidade. A honestidade não precisa de propaganda, nem de homenagens, precisa de exemplos. QUEM PLANTA JOIO, JAMAIS COLHERÁ TRIGO. Quando reflexões assim são feitas, cada um de nós se sente o PALHAÇO perdido no palco das ilusões. A gente se sente vendendo o que não pode viver, não porque não mereça, mas porque não há ambiente para isso. Quando seria de se esperar uma vaia coletiva pelo tombo, pelo golpe dado na decência, na coerência, na credibilidade, no senso de respeito, vemos a população em coro delirante gritando "bis" e, como todos sabemos, um bis não se despreza. Então, uma pirueta, duas piruetas, bravo! bravo! E vamos todos rindo e afinando o coro do "SE EU LIVRAR A MINHA CARA O RESTO QUE SE DANE". Enquanto isso, o Brasil de irmã Dulce, de Manuel Bandeira, do Betinho, de Clarice Lispector, de Chiquinha Gonzaga e de muitos outros heróis anônimos que diminuíram a dor desse país com sua obra, levanta-se, caminha em silêncio até a porta, vira-se e diz: "ESSE É O PROBLEMA... EU SOU O PALHAÇO".
Professor Naylor Marques Jr.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Caráter

Não tenho máscaras para disfarçar minha vida, nem meu caráter, simplesmente sou o que sou. Nunca escondi minha condição de uma pessoa com a doença do alcoolismo, por isso junto-me a centenas de pessoas que possuem esta doença que é mais uma que a sociedade torna discriminatória e preconceituosa , como coisa que eles estão isentos de qualquer tipo de doença. Estou sempre em plena consciência de meus atos e não nego meus erros. Procuro sempre fazer as minhas tarefas da melhor maneira possível. Talvez isto foi o erro fatal em minha vida. Estou disposto a renovar meus pensamentos e minha conduta. Sou um homem de palavra e respeito a opinião alheia, mas infelizmente não são todas as pessoas que são assim. Muitas vezes somos cobertos com distorções de nossas boas intenções. Ficamos atolados na lama sem ter uma mão para ajudar. Mas o mundo gira e sempre tem o retorno. Quando há uma oportunidade em sua vida para melhorar, aparecem os empecilhos e bloqueios, mas quando é para lhes passar a perna e te derrubar aparecem sempre os oportunistas e te botam para baixo sem questionamento. Mas a vida continua temos sempre que nos adequar as novas situações que o mundo nos impõe.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Nas mãos de Saturno

Pelo contrário o que diz a astrologia, Saturno tirou de mim as responsabilidades habituais que tinha durante praticamente trinta anos da minha vida laboral. Em meu retorno solar ele aparece em Libra na casa um. Entendo que ele poderá este ano colocar-me em situações muito pesadas para a minha evolução nesta Terra, talvez possa ele delegar-me coisas desconhecidas para tirar as ferrugens que adquiri neste período anterior de minha projeção astral. Serei eu uma pessoa rígida ou equilibrada mentalmente e espiritualmente, ou os devaneios da vida serão cessados e portanto recomeçarei uma vida nova. Como está escrito no livro AS DOZE CASAS de Howard Sasportas, Saturno na 1ª casa pode sentir seu corpo físico desajeitado, grosseiro e desconfortável. Ou então, os que têm esta posição acham suas personalidades inadequadas a carentes de graça social. Então espero lutar com unhas e dentes para que a justiça prevaleça nessa nova caminhada. Partindo do zero.
Trabalhar em empresa pública
No auge dos meus vinte anos de idade e com toda a empolgação de um jovem promissor na carreira e com perspectivas de futuro brilhante. Mas tudo não passou de um sonho. O mundo foi girando, os dias passando e meu futuro estacionado no pátio, onde não é permitido para todos, só para alguns com poderes extraordinários de subir na vida sem esforço, simplesmente com um leve toque de sedução ou malandragem. Desde então venho dedicando-me a fazer um bom trabalho, uma dedicação que é estendida até o meu lar. Renovei, estudei , fiz vários cursos de aperfeiçoamento de minha estrutura profissional , propus melhorias, participei ativamente em resolver problemas que muitas vezes não era meu no âmbito de trabalho e ao que me consta, tudo isto deveria me dar uma posição um pouco melhor, "Santa Ingenuidade". Pelo contrário meu nome e minha reputação foram jogados no lixo como sendo um papel impresso como contas vencidas e pagas e não tivessem utilidade nenhuma. Talvez porque tendo eu demonstrado interesse em melhorar as condições de trabalho ou de salário e ter uma vida decente fui prejudicando outras pessoas que somente tem interesses em seus bolsos cheios e receber promoções através do famoso e tão antigo puxa-saquismo mas dá para entender. Minha visão é muito mais ampla do que somente julgar a vida alheia e de decidir o futuro de alguém, tenho mais o que fazer e ensinar. Com o passar do tempo fui me deparando com situações muito desagradáveis e corriqueiras como por exemplo a instauração do velho e famoso puxa-saquismo. Talvez tenha magoado muitas pessoas por não ser marionete nas mãos de ninguém ou ser igual aos macacos ai abaixo

Durante este pequeno período de trinta anos, não houve em nenhum momento, algum mérito, uma palavra de incentivo ao desempenho as pessoas que dedicaram ou ainda dedicam suas vidas ao progresso. O sucesso está no empenho de passar por cima de reputações. Derrubar quem está em seu caminho para ocuparem seus lugares nos tronos do " PODER". Fiquei muito triste com essa situação e eu que pensava em simplesmente cumprir meu papel de um bom empregado e servidor do Estado.
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